Cris e Andreia

Wednesday, November 29, 2006

A situação das mulheres no século XIX Depoimento e Reportagem da Época


A Educação das mulheres se restringia a atividades que fossem úteis no ambiente doméstico, desprovidas de valor no mercado de trabalho da época, como costurar, aprender música ou desenvolver habilidades artísticas.

“Nós eramos ensinadas a ser jovens senhoras católicas na mesma linha da educação dada a nossas avós. Não havia lições orais, não existiam demonstrações, análises ou resolução de problemas. Nós nos sentávamos e ficávamos silenciosas em nossas fileiras de carteiras, aprendíamos dos livros e nossas tarefas eram corrigidas por uma freira, que era a professora naquele momento, a partir das respostas na parte final de um livro similar ao nosso... Nós tínhamos longos períodos de instrução religiosa... Sexta feira a tarde era devotada exclusivamente a comportamento. 'Os Modos fazem uma dama' nos era dito, 'não o dinheiro ou o ensino, não a beleza'. Então praticávamos como abrir uma porta, entrar e sair de um cômodo; a trazer uma carta, uma mensagem, uma bandeja ou um presente; a pedir permissão às mães de nossas amigas para que elas pudessem participar de uma festa; a receber visitas na ausência de nossos pais, e assim por diante!"
(Teresa Billington, em autobiografia não publicada, 1884)

Homem x Mulher

As mulheres predominam largamente nos sectores da saúde e acção social (87,6%), educação (73,5%) e alojamento e restauração (62,1%).Em contrapartida, entre as atividades mais masculinizadas, estão a construção (92,6%), as indústrias extrativas (91,0%), a pesca (84,5%), a eletricidade, gás e água (83,2%) e os transportes, armazenagem e comunicações (77,6%).

Mulheres conquistam o Mercado de Trabalho

Por: Cris Souza e Andreia Leite

O dia das soldadoras começa as 7h30 com muito trabalho, são mais de 20 peças que precisam ser soldadas, elas são responsáveis pelo acabamento do trabalho dos demais, diga-se de passagem, que dão o toque final, deixando o trabalho mais bonito e seguro.

Fabiana Linhares, 25, a mais nova das soldadoras diz que para executar esse trabalho precisa ser cautelosa e perfeccionista, por se tratar de um trabalho altamente visado pela segurança do trabalho. “Gosto do que faço, e cada vez mais está se descobrindo o nosso potencial”.

Se antes elas cuidavam da casa, agora cuidam muito mais, porque todas têm um salário fixo, deixando de depender dos maridos, outras se tornaram independente dos pais como Fabiana.

Indispensável

Já não tem como voltar atrás - felizmente. A mulher é indispensável no mercado de trabalho. Mesmo que as desigualdades ainda existam, pesquisas mostram que nos últimos 10 anos, a presença feminina nas empresas aumentou surpreendentemente.

Apesar disso, observaram que as pequenas empresas possuem mais funcionárias mulheres do que as grandes, isso sem falar que a atuação delas é mais solicitada na área de humanas - Recursos Humanos, por exemplo - do que na exatas - caso da Engenharia. E nos últimos dois anos, houve um aumento no número de empresas coordenadas por mulheres.

Custo

Uma pesquisa da OIT (Organização Internacional do Trabalho) derruba dois mitos relacionados à participação das mulheres no mercado de trabalho. O primeiro deles diz respeito ao custo da trabalhadora ao empregador. Por ela ter direito a benefícios como o seguro-maternidade, esse posto de trabalho seria mais caro, o que, em tese, pode ser usado para justificar as diferenças salariais entre homens e mulheres - elas recebem cerca de 30% menos.

Outro mito relacionado à participação da mulher no mercado de trabalho está relacionado ao nível de escolaridade. Um dos argumentos utilizados para os baixos salários pagos pelas mulheres é que elas têm menos tempo de estudo. Pelo estudo, essa não é mais uma realidade.

É importante também que o governo trabalhe as políticas para o fim da desigualdade de gêneros no mercado de trabalho sejam conjuntas com as políticas de promoção de igualdade racial
Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2003, as mulheres negras com ao menos 15 anos de estudo ganham 46% do salário dos homens brancos com a mesma escolaridade.

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Conheça mais sobre a situação das mulheres no século XX

Pesquisa do Cadastro Catho de Março 2006